quarta-feira, 6 de outubro de 2010

/segundo round


Domingo passado fomos todos às urnas para depositar votos de confiança naqueles que consideramos bons o suficiente para nos representar. Marina Silva com quase 20 milhões de votos comprova esse fato, em contrapartida mais de 1,3 milhão de eleitores votaram em Tiririca. Fico imaginando o que esse enorme contingente de pessoas imaginou ao confirmar o voto ao palhaço. Já ouvi e li pessoalmente e pela internet, grande aleada, que foram votos de protesto. Mas protestando o que? Para protestar algo, é preciso saber o que realmento acontece, que consequências tem o tal protesto, porque senão a atitude se torna imbecil.

Prova disso é a falta de conhecimento da regra eleitoral da proporcionalidade de votos por legenda, o que permitiu que o palhaço mais votado do Brasil elegesse também o delegado Protógenes e mais dois. eu também não entendo porque ela existe, aliás a Lei Eleitoral brasileira é lastimável, dias antes da eleição ainda não sabíamos quais eram os documentos necessários para votar, até hoje não se sabe se os fichas sujas vão poder assumir o cargo ou não. É o caso de Paulo Maluf, corrupto confesso que teve quase meio milhão de votos. E ainda falando do Tiririca, ele pode ser impedido de assumir por suspeita de analfabetismo. Só agora suspeitam que ele não sabe ler nem escrever? Depois da campanha e da eleição? Francamente, é uma palhaçada!

Essa semana li uma nota sobre a repercussão da eleição no Brasil, na Reuters:

No joke! Illiterate clown triumphs in election 

Não é brincadeira! Palhaço analfabeto ganha eleição

"Voters the world over complain about having clowns for politicians, but Brazilians embraced the idea on Sunday by sending a real one to Congress with more votes than any other candidate.

Eleitores do mundo lutam para tirar palhaços da política, mas os brasileiros abraçaram a ideia e elegeram um no domingo com mais votos que qualquer outro candidato.

Agora temos o segundo round, no dia 31/10, o dia das bruxas, e teremos que escolher entre Serra e Dilma. Difícil escolha. Optar pelo menos pior, mais promissor, passado mais limpo, promessas melhores... Não sei. Por enquanto meu voto é nulo.

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