terça-feira, 29 de setembro de 2009

A floresta Amazônica em pauta

[Artigo]*
A floresta Amazônica sempre foi tema de discussões entre ambientalistas e agricultores/pecuaristas, durante todo o ensino fundamental e médio ouvi falar sobre esse dilema nas aulas de história e geografia. Este ano, já na faculdade, a Amazônia está presente nos discursos dos políticos que aspiram mandatos nas eleições do próximo ano, na mídia impressa, televisa e internet. O meio ambiente está protagonizando as ações as redor do mundo, no último final de semana, a modelo brasileira Gisele Bündchen recebeu o título de Embaixadora da Boa Vontade pelo programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente por suas atitudes pró-ambientais. Gisele, inclusive, tem um blog em que divulga ações de preservação à floresta Amazônica. Outra mulher bastante engajada na questão ambiental e está em evidência é a senadora Marina Silva. Marina no início do mês de setembro trocou o PT pelo PV e na televisão já tem propaganda eleitoral do partido verde com a campanha “Marina presidente”.

Há duas semanas, o ombudsman da Folha de S. Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, usou sua função de crítico para elogiar e enfatizar as ações do impresso em priorizar o jornalismo ambiental. Também neste mês, a revista Veja produziu uma edição especial de 84 páginas dedicadas à Amazônia. É curioso, no entanto, a “coincidência” da cobertura jornalística às questões ambientais na mídia e a proximidade com as eleições presidenciais de 2010, uma vez que a ambientalista Marina Silva é cotada à Presidência do Brasil, e com boas chances de expressiva votação, e mais curioso ainda é que os demais candidatos já incluíram em seus discursos questões relacionadas à preservação das matas.

A cobertura às questões ambientais, entretanto, constitui um grande desafio para o jornalismo pela complexidade científica, ideológica e política do tema, pois tratar da floresta inclui lidar com poderosos fazendeiros e grandes empresas. Na história de luta ao meio ambiente brasileiro há ícones de defensores como Chico Mendes e Dorothy Stain, os quais morreram enquanto lutavam pela floresta, talvez estas referências de idealistas da preservação assustem, mas como diria o velho dito popular, a união entre políticos engajados na questão, empresas, como é o caso dos supermercados Pão de Açúcar, Carrefour e Wal Mart que boicotam carnes oriundas da região amazônica e jornalistas conscientes e corajosos, a floresta não sairá de pauta e sobreviverá à destruição.

*para disciplina Jornalismo Impresso B 21/09/2009

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