sábado, 21 de maio de 2011

/entrevista Stê!


 Uma matéria sobre redes sociais e eu precisava de um adolescente antenado em internet.... Pensa... pensa... procura e... Stefânia, claro! Uma fonte bem pertinho de mim!!

Aliás, para essa matéria foram feitas três entrevistas, todas pela internet, nada mais propípio já que o texto fala mesmo do poder [o lado bom e o ruim] das redes!!! Mas a fotografia foi presencial (claro né!!) e me rendeu uma visita [de médico!!!] à casa da Stê!

Depois de algum tempo da realização da entrevista, já que o jornal laboratorial Primeira Página do curso de Jornalismo da UNIVÁS é mensal, pronto, Stefânia na capa. Obrigada pela entrevista! :)


Confira a matéria: 
[aviso aos preguiçosos: o texto é grande pq é para impresso, mas é sussa ler até o fim]


“Depressão Facebook” você sofre desse mal?

Recente pesquisa afirma que jovens propensos ao isolamento podem se deprimir por conta da utilização de redes sociais na internet

         De acordo com um estudo da Academia Americana de Pediatria, as redes sociais auxiliam os jovens a manter contato com amigos e a se divertir, em contrapartida, podem levar a sérios casos de depressão. A constatação foi batizada de “Depressão Facebook”, mas embora o nome seja Facebook, o estudo se estende às demais redes, como Orkut, Twitter, além de blogs, jogos online em rede e vídeos do Youtube.
   
            Segundo os pesquisadores, a ‘Depressão Facebook’ acontece em pré-adolescentes e em adolescentes que passam várias horas diárias em frente ao computador navegando nas redes sociais. Mas quem pode sofrer dessa patologia são os jovens que já possuem tendência ao isolamento, à ansiedade ou à depressão que, ao buscar uma maneira de interagir com os demais pela internet se deparam com atualizações de perfis, fotos e informações quase sempre felizes dos amigos virtuais e então se deprimem por achar que não estão à altura das postagens feitas pelos outros ou julgam não ter tantos motivos para sorrir.

            Para a psicóloga Danielle Rose Barreiro Palma, para as crianças e pré-adolescentes “há conseqüências para o desenvolvimento da mente e do corpo, quando passam tempo excessivo na frente do computador, deixam de brincar, passear, conviver com amigos e pessoas da família, os quais são fatores importantes para a estruturação do psiquismo”.

            Com 16 anos e várias horas diárias na internet, a estudante Stefânia Moreira está longe de se deprimir por causa da internet “depressão e isolamento nunca foram o meu caso, sempre busquei fazer novas amizades e fui correspondida. Sempre soube diferenciar vida real da vida virtual.” Stefânia conta que utiliza a internet não apenas para se divertir “quando tenho alguma pesquisa [escolar] para fazer fico de 15 a 30 minutos e, depois entro em outros sites, daí então passo a ficar até duas horas.” Ainda complementa que este tempo gasto no Orkut, Facebook e MSN pode variar e passar mais horas conectada “todos os dias da semana eu acesso, normalmente à noite.”

            Danielle explica que “a interação com amigos virtuais, não é, em si, a causa da dependência. Os problemas surgem da utilização da rede como única fonte de prazer, com a finalidade de preencher algum “vazio psíquico” ou compensar a falta de amigos “reais” devido às dificuldades de relacionamento interpessoal e baixa autoestima.”

            A jornalista Luciana Brito passa o dia conectada “em média seis horas diárias, meu trabalho se baseia em ter acesso à rede, quando vou para casa evito ligar o computador.” Além do trabalho, Luciana destaca os benefícios das redes que utiliza “tenho acesso aos amigos, e acabo usando menos o telefone, além de saber o que acontece com eles, é uma rede de informações muito prática e que para mim aproxima pessoas.”

            Facebook e Twitter são as duas redes preferidas de Luciana. Sobre o estudo americano, a jornalista afirma “acredito que pessoas que sofrem de problemas de convivência, sofrerão online ou offline, porque a rede imita a vida real. Se a pessoas não possuem laços de amizades fortes na vida, não terá nas redes.” E complementa “a depressão, em minha opinião, não está ligada ao mundo virtual, e sim, à incapacidade de fazer novos amigos.”

            A pesquisa sobre a “Depressão Facebook” alerta que os pais de crianças e adolescentes devem ficar atentos ao acesso dos filhos à internet. Para a psicóloga “as pessoas precisam dosar o tempo destinado à utilização dos recursos da rede para que estes não causem danos em suas vidas” conclui.

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